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Família de paciente que morreu será indenizada após prefeito usar cilindro de oxigênio em festa

Após uma decisão judicial, os filhos de uma mulher que morreu sem oxigênio na cidade de Luiziana, no Paraná, em 2013, serão indenizados em R$ 80 mil. A falta do cilindro de oxigênio em si já seria um fato grave, porém o motivo para a ausência do item é que deixa a situação mais absurda. O único equipamento disponível na cidade estava na casa do ex-prefeito, José Claudio Pol (MDB), sendo usado para bombear chope em uma festa de ano novo.

Por conta desse fato, a paciente precisou fazer um trajeto de aproximadamente 35 quilômetros, entre Luiziana (PR) e Campo Mourão (PR), sem a devida oxigenação, o fato fez com que o estado de saúde dela fosse agravado. Investigações apontaram que a ausência do item foi responsável direto pela morte dela.

O município de Luiziana foi condenado, em primeira instância, a pagar uma indenização de R$ 20 mil. A decisão apontava que o valor era devido a cada um dos filhos da paciente por danos morais. A prefeitura, porém, recorreu da decisão ao Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR), por alegar que não havia como comprovar a relação entre a falta do oxigênio na ambulância e a morte.

Entretanto, ao analisar o recurso, os desembargadores da 2ª Câmara Cível do TJ-PR decidiram quadruplicar o valor e fixaram a indenização em R$ 80 mil para cada um dos filhos da vítima.

– A gravidade da conduta, com a ampla divulgação dos fatos à coletividade, inclusive diante das postagens de fotografias em redes sociais do cilindro de oxigênio nas festividades, exige uma reprimenda maior, por aumentar o abalo psicológico dos autores – diz o despacho.

Procurada, a prefeitura de Luiziana afirmou que não vai se pronunciar sobre a decisão. O ex-prefeito José Claudio Pol (MDB), que usou o cilindro de oxigênio para bombear chope, não foi encontrado.

Paulo Moura
Fonte: pleno.news

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